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ensaio sobre a vida.
 


em junho.

que saudade do papel e da caneta. tudo por conta das ocupações de todo dia. do dia todo. já era provável  a correria para o mês das quadrilhas, dos balões e das fogueiras. descobertas e aprendizados desencadeados para a fadiga e para a vontade de quietude. exclusão social. nada de muito preocupante. coisa de gente. de gente que tem fases. normal? se não, atire a primeira pedra... é que por ora, estou preferindo a comitiva composta por rodrigues(nelson), lispector e jáder(de carvalho). aliás, está sendo absoluto aldeotar* nas figuras de linguagens transformadas em poesias. tudo muito familiar. tipo, o cid puxou ao avô. certeza!

fora tudo isso,"bem faz quem em sua casa está em paz". ainda por cima, quando se anda com a capacidade de suportar os desfiles de egos por um fio. quem é melhor, quem sabe mais, imposições, definições sempre corretas. ai, ai, ai, meu deus. a ausência da modéstia chega no patamar do enojamento. e sendo assim, tem jeito não, vomito.

 

*aldeotar é uma expressão usada para a prática da leitura do livro 'aldeota' de jáder de carvalho que após muita peleja implorando em vão pro cid, a carol me fez feliz concedendo esse empréstimo.

 

ps. morreu hoje a maior(na minha opinião) estrela(michael jackson) da música pop, que tanto participou dos meus anos oitenta. assim como o ex-beatle paul mccartney, só me resta lamentar a perda desse grandioso talento.



Escrito por socorrinha. às 13h24
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'é de fazer chorar'

por esses dias, a Gabi´s(uma amiga que está morando em Santana do Acaraú) me mandou umas fotos de fazer chorar... os desabrigados precisam de água, alimentos, roupas e calçados. os interessados em ajudar com transporte e doações podem entrar em contato com a Cruz Vermelha: os telefones são: (85) 3472.3535 ou 8821.8616. a Defesa Civil do Ceará atende pelo telefone: (85) 3101.2211.

 

 



Escrito por socorrinha. às 12h48
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divã.

" é como um vestido vermelho. lindo e caro, que você ama e zela. aí você resolve emprestá-lo para uma 'amiga'(não necessariamente uma amiga), e nela, o vestido fica muito mais bonito. ela vai pra uma festa com o vestido e lá deixa cair refrigerante e doces, mas, ainda assim, sujo e sem tanto cuidado, ele fica melhor nela..."

o texto é mais ou menos assim. e entre risos e lágrimas, foi mais ou menos isso que ficou do 'divã'.

(re)começos, identificação, entendimento e amadurecimento.

 arriscaria até mesmo o termo evolução... evolução dos sentimentos.



Escrito por socorrinha. às 15h43
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em busca da paz.

 

a chuva parou e o sol abriu os céus. depois veio a lua. estava linda. linda e clara. (propósito?)até parecia guiar os meus passos sobre o desconhecido.

sensações complexas e vontades sem fins. cada longe em seu espaço de tempo.

sorrisos incertos. encontro de dores. lembranças suspensas.

tudo entre sombras e sonhos. entre mundos e janelas.

senti um cheiro. era o teu.

tive que mudar meus sentimentos e partir para os montes, que são distantes e remetem a paz.

 



Escrito por socorrinha. às 11h11
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e tem dias que só o chico  sabe me traduzir... e a música chega na falta de palavras... e eu canto... e o tempo passa... e...

 

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá


A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá


O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá"

             (RODA VIVA – CHICO BUARQUE)



Escrito por socorrinha. às 16h44
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sensação de.

um dia eu li que a angústia é a vertigem da liberdade. antes da angústia a sensação fora de alívio. não poderia ser diferente. quem nunca sentiu uma impressão de leveza ao deixar para trás um fardo? por diversos fatores, muitas vezes nos colocamos em uma zona de conforto e permanecermos nesse local, por mais favorável que seja, nos levam a assumirmos responsabilidades que são verdadeiros estorvos... aí, chega uma hora. hora talvez, de seguirmos na direção contrária. e pode ser que isso, seja a tal da liberdade sendo expressada, por exemplo, pintando as unhas de vermelho, acordando ao meio-dia em um sábado chuvoso ou tendo tempo de enxergar que fora da “caverna” as coisas também acontecem. acontecem de uma forma diferente e que pode dar certo. já decidi. é nesse “universo paralelo” que quero me perder... ou, me achar.

 

ps. “não gosto das pessoas que se gabam de trabalhar penosamente. se o trabalho fosse assim tão penoso, mais valia que fizessem outra coisa. a satisfação que o nosso trabalho nos proporciona  é sinal de que soubemos escolhê-lo.” (prazer no trabalho - clarice lispector)



Escrito por socorrinha. às 17h26
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"minha nada mole vida."

apenas agora começo a acreditar que só quem é realmente feliz nesse mundo são os providos da ignorância e cara de pau. desconhecem o correto, ignoram a justiça. deve ser por isso também que o mundo anda meio, meio não, inteiramente pelas avessas. e os “protegidos”, sempre se acharão no direito de “pintar e bordar”... acreditem, não é nada brando ter que se  submeter a passar algumas horas do dia, tendo que escutar, muitas vezes presenciar, com indiferença, confesso, situações e conversas(não sei se poderia usar a palavra ‘conversa’, levando em conta a desqualificação do assunto) abomináveis.  

de novo, conto até dez e continuo querendo voar...



Escrito por socorrinha. às 13h22
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marco por um fio.

bem que podia acontecer alguma boa coisa para entusiasmar a básica seguida de passos para frente... qualquer acaso. qualquer emoção. qualquer qualquer... é porque ficar na inalterabilidade gera apenas um esforço mecânico para se viver. e viver mecanicamente, sem pensamentos e percepções, sem sentimentos e sem gentileza, eu acho, melhor não existir. creio que nunca vou habituar-me a estupidez, a falta do saber... e quase sempre a ignorância do outro me incomoda. sinto-me cansada e pode ser que eu esteja realmente  precisando de férias. férias de todos. férias de tudo. ou não. quem sabe eu esteja apenas  precisando de algo novo. de algo desigual. de trabalhar ao lado de pessoas providas de maior inteligência, responsabilidade e compromisso. de poder exclamar o errado, sem que o outrem veja o censurado como encalço. já tentei fazer só, mas, fadiga. e se fadiga, é porque exatamente tudo nessa vida apresenta demarcações e quando penso que cheguei nas minhas, conto até dez, e assim, vou induzindo e surpreendendo a minha paciência. até quando? até onde? decidi, quero voar.



Escrito por socorrinha. às 16h53
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desculpa ao amor.

o quarto estava escuro. escuro e habitado por sonhos. sonhos, apenas sonhos. e nessa expansão da consciência, pensei em pedir-te desculpa por talvez não ter sido o que esperavas. não foi propósito. foi vida. vida dada. vida doada. vida sem nada. e o nada, era o meu tudo. era o meu melhor. era o meu cantar, o meu dançar, o meu sorrir, o meu sentir... humildemente, desculpa por ter amado.



Escrito por socorrinha. às 11h39
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vida bela vida

e tem quem diga que a vida não é bela? e tem quem diga que o óbvio é preciso? e que o certo é certo e o errado, errado? o evidente seria passar o carnaval curtindo literalmente retalhos de cetim em todos os versos.  mas, como magia, o carnaval  transformou-se em retalhos de cetim as avessas. arruma-se a mala, pega-se a estrada e chega-se na grande Recife. nenhum espaço para a senhora tristeza e lendas do tipo “Manu Chao promete fazer show no marco zero” , sucede. galo da madrugada, calor, troças,  ladeiras, frevos, coloridos, fantasias, amigos queridos, confetes, serpentinas, chove e não molha, chove e molha, visse?... é exatamente assim, os encontros e desencontros até a chegada da tal quarta ingrata. e acredite, ela chega mais célere do que se pensa, mais indesejada do que se espera. aí, despida de tudo, volta-se para a vida real.

ps. "todo Carnaval tem seu fim..." (Los Hermanos)



Escrito por socorrinha. às 15h28
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O barulho do sol do meio-dia.

CD O Barulho do Sol do Meio-Dia - Clique na imagem para fechar

 

 

“Eu tentei fazer um samba tão bonito quanto ela

mas aqui não tem Mangueira mas aqui não tem Portela

depois quis fazer um samba que pegasse de primeira

feito samba de Cartola feito samba de Nogueira...”

 

sexta, dia 13/02 acontecerá no anfiteatro do dragão, o lançamento do cd

O BARULHO DO SOL DO MEIO-DIA de Pantico Rocha e Marcus Dias, com

a participação de Lenine.

Marcus Dias é, na minha opinião, nesse presente momento,  um dos melhores compositores do cenário cearense. Pantico Rocha,  baterista da banda que acompanha Lenine, fica  na parte musical  com seus  belos e elaborados arranjos.

vale muito a pena conferir.



Escrito por socorrinha. às 18h23
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o sentir e o querer.

é  um não sei o que acontecendo bem aqui dentro. não se explica, não se implica. mas, se sente. oscilante, assim  como um mar  no vai e vem das suas ondas.

deve ser por conta do final do mês. do final do mês de janeiro. porque agora sim, o ano verdadeiramente começa. e começos, são sempre imprecisos.

quero a paz agora.  a quietude do céu. do céu da noite. do céu de estrelas inertes e de lua sorrindo.



Escrito por socorrinha. às 13h29
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"todo mundo quer ser bom, mas a lua falta uma banda."

 

Não querendo mexer em merda por levar em conta a eficácia do ditado em dizer que quanto mais agito maior a fedentina, todavia, com o senso contrário a beira de uma explosão por quase nunca deixar meus is sem seus devidos pingos, me sinto no dever de desabafar comigo mesma, no meu estilo preferido que é escrevendo, a inquietação que toma conta da minha alma por não ter tido a chance de defesa numa acusação infundada de um indivíduo sem muita familiaridade com as palavras e seus respectivos sinônimos.

São variados os fatores que me levam a crença de que a humanidade intensifica sua   caminhada para o egocentrismo do 'cada um por si e Deus contra todos'. É uma espécie de vale tudo. E como tudo vale, é mais que justo colocar palavras na boca de outrem, sobretudo se esse outrem está ausente curtindo um dia de sol e mar.

Há controvérsias de como se deu o ocorrido e pairam dúvidas referente a motivação do caso. Porém, presentemente, após historiar, me sinto muito mais leve e solta, deixando apenas bem claro a diferença existente entre as palavras, incapacitada e principiante. Qualquer dúvida aconselho uma consulta ao Aurélio. Ele é ótimo nisso.



Escrito por socorrinha. às 17h09
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o ontem e o hoje e o eu.

lendo Clarice. assistindo Maysa.

sentindo saudade.

dançando e cantando.

vendo e crendo.

sem rumo, achando que sei.

aprendendo a viver.

fotografias.

sorrindo e também chorando.

bebendo cerveja. curtindo ressaca.

sendo plateia(agora, sem acento).

tomando partido.

abraços e beijos.

amigos comigo.

faz calor. muito calor. mas, chove.

chá e coca-cola.

meus discos. meus livros.

anjos, duendes.

leques, presentes.

o espelho me retrata.

sapatos espalhados pelo quarto.

sem sono. sem mente.

alma livre.



Escrito por socorrinha. às 20h08
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"viver é melhor que sonhar"

 

 "De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você..."  (Ira)

                                         

amanhã é 2009!

hoje, último dia do ano e um "cálculo" do que ficou para trás.

como não tenho o poder de fazer voltar o tempo e mudar o rumo de episódios e decisões, fico com a esperança de dias sempre melhores pra esse novo ano que muito em breve  nascerá. que ele transcenda as metas, os desejos e os sonhos... que ele se faça vida. e vida feliz.

                                    

                    

 

 

                          

 

 

 



Escrito por socorrinha. às 11h19
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