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ensaio sobre a vida.
 


"viver é melhor que sonhar"

 

 "De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você..."  (Ira)

                                         

amanhã é 2009!

hoje, último dia do ano e um "cálculo" do que ficou para trás.

como não tenho o poder de fazer voltar o tempo e mudar o rumo de episódios e decisões, fico com a esperança de dias sempre melhores pra esse novo ano que muito em breve  nascerá. que ele transcenda as metas, os desejos e os sonhos... que ele se faça vida. e vida feliz.

                                    

                    

 

 

                          

 

 

 



Escrito por socorrinha. às 11h19
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flores e cores.

Iolanda gostava das coisas mais simples desse mundo. gostava das flores e das cores.

saía por aí admirando o que estava ao alcance dos seus olhos e a estro de sua alma.

ontem saiu para dançar. gostava dos rítmos. não muito dos ritos. mas, devia seguir sua intuição. essa sim, sempre lhe fora precisa.

deslize. penso que a noite poderia ter sido uma policromia. no entanto, o opaco prevaleceu. junto com o preto e o branco, uma melancólica tristeza de pensamentos esparsos. foi trabalhoso obliterar as lembranças.

a noite acabou, o sol nasceu... e Iolanda novamente saiu para gostar das flores e das cores...



Escrito por socorrinha. às 16h39
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tipo fada.

certo dia, no meio de um grandioso "inferno astral",

um alguém, hoje insignificante, me mandou uma mensagem

com o seguinte conteúdo: “você é uma pessoa sem história e

por isso vive a história dos outros”.

durante um tempo prolongado, levei comigo para minha tristeza

e perturbação, o peso de tal comentário. isso se fazia tão presente

na minha vida, que por estar em um momento frágil, delicado,

quase cheguei a acreditar na autenticidade dessa afirmativa.

com os passos seguindo para frente, tudo ao meu redor provava

exatamente o contrário. a vida, a natureza, o certo, o incerto, os amigos,

o riso, a música, o amor... e aí, o David chega hoje com a pergunta: “e tu

faz aniversário? achava que não. pensava que tu era, tipo fada.”

agora pergunto eu. pode haver nesse mundo, histórias mais lindas que as histórias das fadas?

 

ps. quero agradecer a todos pelo enorme carinho e votos de felicidades.

sem vocês, realmente não teria história pra ser, nem pra viver e nem pra contar...



Escrito por socorrinha. às 18h23
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help´s party 2008.

culpa do Abílio e da Dete (meus pais), que plantaram em mim a semente de ser festeira quando resolveram comemorar o meu primeiro ano de vida. desde então, nunca mais deixei de ter (exceto alguns poucos anos, que conto na minha mão direita ou na esquerda. motivos?  talvez por estar muito sem dinheiro ou por estar triste, sofrendo do que chamamos de dor de amor).

com o passar dos anos, minha casa foi ficando pequena demais para receber os amigos que se multiplicaram. foram  várias versões. todas bastante animadas, em diferentes locais, com pessoas queridas, música boa e muitos “ penetras”, o que acho ótimo, porque no ano seguinte passam a ser convidados. e de honra.

help´s  party  acabou fazendo parte do calendário festivo da nossa tão amada "Fortaleza bela" e até acho que já já vou ganhar aquele prêmio especial eleito pela revista Veja, como a melhor festa do ano (bem doida).

devo confessar o meu desapreço ao famoso ritual mecânico e tradicional das festas de aniversários, como por exemplo, cantar “parabéns pra você”, soprar velinhas, coro de "com quem será?", cortar o bolo e entregar o primeiro pedaço a ... mas,  tudo isso vale muito  a pena  pra ter nesse único dia do ano, todos que amo tanto, juntos (alguns, só encontro anualmente. e olhe que a coisa mais fácil do mundo é me achar por aí...).

esse ano, não tanto por dinheiro, nem tão pouco por tristeza, estava resistindo ao festejo, mas a pressão é grande e não me oponho a pedidos...

 

help´s party 2008 –

 

sábado, dia 29/11/2008 a partir das 22:00h

 

local: Acervo Imaginário. Rua: José Avelino, 226. Praia de Iracema (bem ao lado do Centro Cultural Dragão do Mar e do Sesc de Iracema. se tiver difícil de encontrar, é só perguntar aos passantes. quem tem boca vai a Roma). o espaço é novíssimo, sendo assim, mais uma opção para as noitadas boas.

 

chegando lá, é só dizer que é meu convidado.

 

a festa é de "domínio público", por isso, pode levar quem quiser. maaas, tem que ser legal e alegre.

 

pra dançar? além dos dj´s da casa( Yuri e Évison) e dj´s convidados(Caú Borges, Guga de Castro e Rodrigo Fuser), contaremos com a super participação da  banda The dancer (www.tramavirtual.com.br/the_dancer).

 

aconselho para os que estão com filhos pequenos negociarem com as avós. com o João e a Ariadne deu certo. e a Célia é parada dura que só.

 

nesse mesmo dia, vamos comemorar também o aniversário do David. David Brasileiro, o farofa. conhecem?

 

minha alegria seria mais completa se os amigos que foram se aventurar em terras afastadas estivessem aqui... entretanto, como não podemos ter tudo na vida... espero cada um em especial, para um abraço, uma cerveja e um pedaço de bolo. vai ser ótimo!

 

outra coisa. levem máquinas digitais  e depois me repassem as fotos.

 

muitos beijos!

 

Socorrinha.



Escrito por socorrinha. às 11h40
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partida.

estou indo. é chegada a hora.

foram as mais lindas canções.

e parecia tudo tão perfeito!

fora sincero. fora real. e talvez  por isso, seja tão abstruso seguir.

levo comigo uma lucidez turva e a saudade do que poderia ser.

o caminho pode inclusive ser o mais longo e o mais difícil, no entanto,

preciso ir... tentar o incerto com as asas de uma liberdade colossal.

não quero mais sonhar com o provável. também não quero o atormento do ontem.

o que era. o que foi. o que deixou de ser.

quero acontecer. quero buscar e tentar. quero o deserto e as multidões.

a dor vai passar. preciso chegar lá... ser feliz.

 

ps. Xan, boa sorte. fico na torcida de que tudo possa dar certo e na espera de um breve reencontro.

sentirei falta. pra quem irei recorrer  minhas aflições? pra quem vou citar Clarice? e quem vai me apresentar ao argentino que vomita coelhinhos na bela da tarde? quem vai escutar os clássicos de Chico e comentar que ele é foda? praia, sushi, filmes, choros, risos, colorido, agitação... com quem?

 



Escrito por socorrinha. às 12h17
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hoje é dia de Cid.

quantos anos foi de vida.

e viver é melhor. já passou o pior.

o sonho está por trás da vidraça embaçada.

do lado de cá, tem sol e mar.

és dos meus. surfe, skate, violão.

do Carcará a Monophone; letra, melodia, canção...

fica. tenho biscoito de chocolate, coca-cola ligth e aos domingos, pizza do Tonhão.

fica. tem filme de lobisomem e também McDonald’s e pode deixar o quimono aí no chão.

fica, aposto que o muro é alto. do tamanho da tua alma e não carece  escalada.

e onde os outros estão?

onde quer que... viver é melhor. passou o pior.

 

ps. Cidoviscki, desejo hoje e sempre, muitas alegrias.

       feliz dia! feliz aniversário! feliz vida!

 



Escrito por socorrinha. às 09h44
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dias de Setembro.

muitos acreditam que a chegada dos meses com terminação ‘bro’ é sinônimo de tempo que passa mais rápido que o normal. não sei até onde essa dedução faz sentido, mas, nessa época o tempo voa mesmo. estamos em meado de Setembro e tantas coisas já aconteceram juntamente com os intensos ventos dessa temporada. muitas coisas, coisas boas, outras nem tanto, porém, muitas coisas... recebi notícia que comprova com precisão as teses de que o mundo dá voltas, de que quem rir por último rir muito melhor  e de que a vingança é um prato que se come frio... assisti quase todos os dias o “mala” do Pica-Pau com meu sobrinho Lucas... numa sexta-feira fui fazer uma macarronada na casa do Solon com os temperos sal e canela, cerveja gelada e Chico Buarque... vi o inclassificável show do irreverente Ney Matogrosso, numa contagiante interpretação, recheada de liberdade e sensualidade. rico e diversificado na coreografia, no cenário, no figurino, no repertório e na musicalidade exuberante. beirou a perfeição... tirei um tempo pra escutar o novo cd do Rappa e me sinto no direito de discordar dos críticos musicais que declararam ser ruim ou não muito bom e ainda, que a banda deixa a desejar desde a saída de Marcelo Yuka. achei o cd muito bom. a versão regueira de Súplica Cearense do compositor Gordurinha, não tem preço. as letras estão abertas a interpretações, no entanto, mantendo sua particularidade em reivindicar uma política mais humanizada, com mais oportunidades. achei a base rítmica próxima do primeiro disco lançado e que na minha leiga opinião, ainda é o melhor. chego a concordar que Marcelo Yuka fazia a diferença e era uma soma, assim como Chico Science foi para Nação Zumbi e Arnaldo Antunes para os Titãs, contudo as bandas que são “deixadas”, não necessariamente passam a ser ruins... encontrei com a amiga Marga que está passando férias prolongadas e me contou sua linda e emocionante história de amor... esses dias sinto uma saudade maior da Renatinha, da Karine, da Cris, da Rossana  e da Grazi... fui ver o show do Sonso na Órbita em um formato intimista. Rodrigo faz falta. nostalgia... combinei de ir comer caranguejo em Sabiaguaba no próximo domingo e daqui a dois meses tomar banho de mar em uma madrugada de lua cheia... espero ansiosa a chegada da Marcinha e do pequeno Joaquim... recomecei  uma atividade física. queria que fosse a capoeira, mas o joelho direito pareceu não gostar muito da idéia, então juntei o útil ao agradável  e vou caminhar/correr, ver o sol e o mar, todos os dias na beira-mar... ganhei um cd (Algo sobre a distância e o tempo) que adoro(e o meu estava arranhado) do amigo Marcão... David me fez chorar uma vez e me fez rir setenta vezes sete... meu bar predileto(Arlindo) mudou de lugar... fiquei numa tristeza só, porque de última hora não deu certo a viagem pra Canoa e perdi o show do Blues Etílicos e consequentemente o tão esperado aniversário da Denise onde ensaiei tanto para ser o Peter Pan... cheguei na metade do livro(Como me tornei estúpido) que Carlitos me emprestou... descobri um lugar(Laulin-acho que é assim que se escreve) bom e barato para comer sushi, carnes e massas... recebi uma visita no meu trabalho da amiga Manu Theophilo que anda sumida pra poder passar em um concurso e ser o orgulho da raça...  tudo isso aconteceu por esses dias e tenho muito mais pra contar...



Escrito por socorrinha. às 20h53
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show de truões.

                                                       

comemoramos hoje uma semana de programa eleitoral gratuito referente as eleições 2008. algumas vezes parei pra assistir e sei que não deveria, mas não encontro expressão melhor para classificar esse espaço reservado entre jornal e novela, de grande show de humor.

as gargalhadas se dão primeiramente pela diferenciação grotesca do espaço concedido aos candidatos. enquanto uns “pintam e bordam” do tempo, outros, passam céleres como relâmpagos.

depois vem a utilização desfocada desse espaço que deveria ser para uma apresentação de projetos. o “espetáculo” é verdadeiramente uma grande e constrangedora guerra de êmulos.

de tudo tem um pouco. letrados, despreparados, ardilosos, falsos, indômitos, tenazes, hostis... alguns não se dão ao trabalho de sequer decorar seus textos, sendo pateticamente perceptível a leitura dos mesmos.

o igual, é o de sempre. sorriso no rosto, crianças no colo, abraços em velhinhos, café na periferia... Bezerra da Silva é que estava com a razão ao cantar que todo político é munido do mesmo escopo em hoje pedir voto e amanhã mandar a polícia bater, prender...

e nós cidadãos, ficamos nas mãos com a famosa “batata quente” que é o direito de escolhermos o melhor representante de caô.



Escrito por socorrinha. às 10h49
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bardo imortal

                          

sempre tive preferências por algumas genialidades. quando o manifesto do gênio é pura poesia, sinal verde, coração completamente conquistado.

ontem, perdemos na matéria, o notável Dorival. noventa e quatro anos de paz e mar, amor e pescador... símbolo de sabedoria e lentidão. foi quem melhor retratou as belezas da Bahia, as mulheres de sua terra, a dor da partida, a incerteza da chegada... ainda, a saudade, a ternura e a paixão. grande sensibilidade!

a empatia com Caymmi, como “boa sujeita” que sou, certamente se deu pelo samba, “que deixa a gente mole, que quando se canta, todo mundo bole”; e pelo samba, permanecerá .

 

ps. de gênio para gênio : “não parece coisa feita por gente” (Arnaldo Antunes)

                                                   



Escrito por socorrinha. às 17h26
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espelho.

hoje é dia dos pais. para o comércio, apenas mais uma de suas muitas datas comemorativas, no entanto, independente disso, um dia verdadeiramente especial para lembrar, ser grato e estar mais perto daqueles que nos deram a vida.

pai e filho. criador e criatura. imagem e semelhança... é assim que o livro mais antigo do mundo traduz esse enfeixe de grande amor.

herdamos de nossos genitores muito mais do que material genético. é um cômputo de grandes lições, de afeto e de companheirismo.

nem mesmo a falta de jeito em manifestar os sentimentos, apaga a certeza de uma ternura incondicional da paternidade. igualmente para a filiação.

repleto de altos e baixos, esse carinho vai tornando-se ainda mais intenso com o passar dos dias, com o passar dos anos... pais, de olhares cansados e passos lentos são a descrição de toda uma vida de proteção, combate e dedicação. filhos, nesse momento, são a acolhida e o respeito.

perder um dia as pessoas que amamos, faz parte. talvez, o pior que a vida tenha pra oferecer... por isso, o apropriado é aproveitar e celebrar cada ínfimo com os nossos.

termino esse texto, com  um dos mais belos versos da música popular brasileira, de João Nogueira:

“ pois me beijaram a boca e me tornei poeta

mas tão habituado com o adverso

eu temo se um dia me machuca o verso

e o meu medo maior é o espelho se quebrar.”

 

ps. pra todos os pais, feliz dia!



Escrito por socorrinha. às 16h11
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" isso sinto e isso escrevo"

                                                

essa semana, no deleite de uma folga, um telefonema anunciando boa nova deixou o dia muito mais alegre e colorido.

vou ser tia novamente. não tia biológica. tia de coração. adoro!

pode até parecer clichê, mas criança sempre será uma dádiva. onde elas estão, não há espaço para a senhora tristeza.

pequeninos grandiosos. incomparáveis. almas puras e donos de sinceridade invejável.

talvez por isso, tomando conhecimento da chegada desses pequenos,  nunca deixará de haver explosão de felicidade.

cada um em especial que surge, surge também a esperança de um mundo melhor, mais justo. um resgate do caráter humano.

são professores singulares de sorrisos e desconsertos. emocionam desde o ventre e não cessam. prazer duradouro.

primeiros olhares , primeiros gestos, primeiras palavras, primeiros passos...

... é graça. é brilho. é vida.

já amo.

seja bem-vindo(a)!

 



Escrito por socorrinha. às 10h26
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Agosto.

enfim, fim.

fim de férias. que maravilha!

não pelas férias. não tenho absolutamente nada contra as férias.

porém, nessa época, somos literalmente invadidos e minha querida cidade é sinônimo de agitação seguida de aglomeração.

desmesurada disputa de espaço.

gosto de gente. não de muita gente. não de toda gente.

ainda bem que o sol, o céu, o mar e o ar são de todos. para todos.

se não fossem... ah se não fossem! certamente haveria pugilato.

expulsa, expulsa.

pronto. urbe habitual. a nativada já pode voltar ao cargo de ataviar os lugares costumeiros.

seja bem-vindo Agosto. a gosto. com gosto.

e não ao desgosto.

 



Escrito por socorrinha. às 10h17
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amor e dor.

Ela era assim...

Não sabia ao certo o porquê da igualdade sonora, amor e dor.

Em todo tempo, buscava explicações para essa proximidade absurda.

O amor, sentimento tão puro, tão verdadeiro, afeição profunda. Como podia ter ligação tão direta com essa sensação desagradável de dar dó?

Achava que só com ela o amor era cruel. Todo o mundo tinha direito a tudo perante o amor... Sair da linha, ter ciúmes, dar um “showzinho” de vez em quando... Ela não tinha esse privilégio. Quando acontecia, parecia esdrúxulo.

Ela tinha medo de amar.

Não. Ela tinha medo de sofrer. Medo da dor.

Sempre fora criteriosa, mas nem mesmo suas normas a isentaram de experimentos dolentes.

Não teve muitos amores. Foram grandes amores. Intensos.

Jurou nunca mais amar a ninguém. Só que o amor, é assim, chega sem hora marcada.

Na maioria das vezes vem sereno e teimoso pra proceder. Em seguida, transforma-se.

Homogeneizado a um sentimento mais intenso e perturbador, confunde.

Esse amor disfarçado de paixão, ou essa paixão camuflada de amor, acontece quando os corpos já não são coniventes de abraços e carinhos. Resta apenas, a saudade.

O que era certo sofre mutação para  insensatez. O que era errado é arrastado pelo vento tornando-se ignoto.

Chega a dor, que também não tem hora marcada. Dor de perda. Dor de amor.

É uma dor física, que ultrapassa a fronteira do escopo. O céu é o limite.

E nesse momento de advento da dor, ela mergulha na imensidão da derrota e se afoga na tristeza que agora consome o seu ser... Desconhece parâmetros e ignora o chão.

Pensamentos peregrinam para longe.

São tantas dúvidas e mágoas, tantos conflitos e receios, que ela somente entrever o horizonte, desconsiderando a efemeridade da vida.

Tornou-se apática. Amargurada e vingativa. Descrente dos seres humanos.

Desmesurada fixação. Fundo do poço.

O outro, o amado, está lá. Vivendo à sua maneira. Egoísta e estóico passa com azáfama dessa fase... E recomeça.

Pouco importa a fraqueza e a aflição daquela que o amou de forma ininteligível.

Porque daria importância? Fora legal na relação. Fora fiel. Agora é livre. E quem é livre, não carece necessariamente, ser um poupador (cada um carrega consigo seus valores, seu caráter).

 Essa pode ser a hora de pôr em prática a inópia de espírito para deixar sem compaixão, um estigma... Atenuar situações, decisões e comportamentos?  Muito mais fácil, conflagrar o que ela tem de pior... Promanando assim, o desequilíbrio dela poderá ser classificado como versânico, e o peso da culpa dele, amenizado perante a sociedade.

Foram poucos e grandes amores.Um em especial,trágico.



Escrito por socorrinha. às 10h12
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"de repente,não mais que de repente..."

                                                      

exato um ano.

quem via televisão no começo da noite desse dia, pôde assistir pelo interrupto ‘Plantão’, o noticiário de um acidente com um avião da Tam em São Paulo.

a princípio, a imprensa divulgou o acontecimento sem muitos detalhes, dando a entender, inclusive, que o avião não estava habitado.

com o passar das horas, um clima de melancolia invadiu o País.

impossível não lastimar com lágrimas nos olhos e no coração um acidente de tamanha proporção.

a dor torna-se ainda mais desmesurada e esparsa ao saber que uma das vítimas, é um dos seus.

hora de dar as mãos e juntar forças, porque “de repente, não mais que de repente, fez-se do amigo próximo o distante...”

e haja solidariedade para burlar o inconformismo e os dias angustiantes de espera(tempo necessário para o acerto do ‘burocrático’).

fica a saudade e também a lembrança de uma pessoa que tive o prazer de conhecer e conviver. Inesquecível época de churrascos e festas na casa dos Balsells. Exatamente como citei no texto anterior: música boa, cerveja gelada e gente querida...

...e foi assim, e foi por isso, que dias após o acidente, os amigos(aproveitando a chegada de uns e a partida de outros), resolveram memorar com fotos e histórias, recebidos por tio Freddy, tia Marita, Moniquete´s e Cacau, momentos felizes.

fica em paz, Fabão.

 



Escrito por socorrinha. às 10h55
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"o importante é que emoções eu vivi."

sexta-feira, 11 de Julho de 2008, um público seleto reuniu-se para a comemoração dos trinta anos de  Márcio Caetano, conhecido como Ção. o dia do nascimento da pessoa é 13 de Julho, porém,

pra quem gosta de festejos prolongados, só mesmo começando pelo primeiro dia do final de semana.

a festinha se deu na simpática casa de Marco Antônio localizada no Benfica e muitos puderam relembrar de noites semelhantes que aconteciam nas casas de amigos, nos anos 80 (para uns), anos 90 (para outros)...

...música boa, cerveja gelada e gente querida(os que quase nunca saem de suas”tocas”, os que retornam pra sua terra nas férias  e os

"onipresentes" das noites de Fortaleza).

hora pra começar ,sem hora pra terminar. quando a cerveja faltava,o chapéu era passado e tudo se resolvia.

saí quase cinco da manhã e muitos ainda ficaram para ver o sol nascer...

 

no sábado a aposta foi o lançamento do Festival Ponto.Ce , na Biruta, que continua sendo palco de coisas boas. os produtores do evento estão mais uma vez de parabéns pelo primoroso bom gosto nas escolhas das atrações. o local, então, nem se fala. Fortaleza é privilegiada por ter um cenário tão singular.

além dos embalos do DJ Guga de Castro, foi possível conferir o excelente trabalho autoral da banda Monophone com seus belos arranjos, boa melodia e letra de gabarito.

com mais de dois anos de trabalho, pela primeira vez, Monophone se apresentou com uma nova formação, e nem mesmo a saída de Júnior(teclado) e Ricardo(baixo) abalou o grande entrosamento da banda. nesse primeiro momento,as pessoas encontravam-se recuadas, porém atenciosas ao som, que para muitos, ainda é desconhecido.

a atração principal da noite, foi a banda Del Rey. um projeto afoito e alternativo de Mombojó com China(ex-vocalista de Sheik Tosado). a junção foi uma combinação perfeita da charmosa timidez dos “meninos” da Mombojó com a  desenvoltura performática e alegre de China, que traz essas características desde 1999, quando foi destaque no Abril Pro Rock como vocalista de Sheik Tosado. com as canções de Roberto Carlos fixou a platéia do começo ao fim. um show envolvente que chegou  ao

seu ápice na música “Como é grande o meu amor por você”, com a integração maciça do público. depois desse momento, sem palavras para expressar sentimentos, a maneira encontrada para tal propagação, foi cantar “Emoções”. quando achávamos que o espetáculo  chegaria ao fim, mais músicas entravam no seu longo repertório.

por fim, subiu ao palco a Bateria Unidos da Cachorra, contando com participações especiais dos sambistas da Portela, Nilo(mestre de bateria) e Pixulé(intérprete) numa empolgação contagiante parecendo até ser começo de festa. isso se dava às três e meia da manhã...

foi bonito demais de se ver !

...e para os que gostam de estender nas noitadas boas,ainda acontecia no coração de Fortaleza(Centro), mais uma edição da super festa Panic Attack.

 

 

 



Escrito por socorrinha. às 12h46
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