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ensaio sobre a vida.
 


dezem(BRO)

 

 

 

presentes. chico de dia e de noite. de cabo a rabo.

é que as vezes, me canso dos cantos, das caras, das falas, das gentes.

mistura de preguiça com desencanto... e no ziguezague dos dias,

pensamentos velozes atropelam palavras, assim como o tempo

atropela os passos. nem de boa, nem a toa. pernil com poucos.

com cerveja e com vinho. com brownie e com afeto. e com chico, claro.

com muito chico. joão e maria ou mambembe? não me atrevo.

pelo menos no hoje. amanhã, quem sabe. quem sabe de mim?

quem sabe do samba? da chuva e da lua? eu sei da saudade.

d'a banda e da vida, do pranto e da ferida... sei também que já eu

volto para cá e para lá. volto pro inimigo do rei, volto para alencar.

     

                                         



Escrito por socorrinha. às 21h11
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dia meu.

e eu mereço chico. porque nem só de inferno astral e tpm se vive nesse mundo...

 

 

"No palco, na praça, no circo, num banco de jardim
Correndo no escuro, pichado no muro
Você vai saber de mim
Mambembe, cigano
Debaixo da ponte
Cantando
Por baixo da terra
Cantando
Na boca do povo
Cantando
Mendigo, malandro, muleque, mulambo bem ou mal
Cantando
Escravo fugido, um louco varrido
Vou fazer meu festival
Mambembe, cigano
Debaixo da ponte
Cantando
Por baixo da terra
Cantando
Na boca do povo
Cantando
Poeta, palhaço, pirata, corisco, errante judeu
Cantando
Dormindo na estrada, no nada, no nada
E esse mundo é todo meu
Mambembe, cigano
Debaixo da ponte
Cantando
Por baixo da terra
Cantando
Na boca do povo
Cantando"



Escrito por socorrinha. às 20h27
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help´s party 2009.

 

    "muita gente biruta numa festa normal /
              e só quem é de lá sabe o que acontece..." (groove)  

 

 

                                                

atire a primeira pedra quem nunca viu um pôr ou um nascer do sol na biruta. lugar de brisa leve, pertinho do céu e do mar, que faz do local um dos melhores cenários da nossa cidade. 

                                                                                              

 

e é exatamente "baseado" nos bons, velhos e saudosos tempos que o help´s party acontece esse ano, sexta, dia 27... como não pode faltar música boa, a animação da festa fica por conta da banda os transacionais(http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=1651281586751620973) e após o show, além do reggae, teremos no camarim a participação dos dj´s(caú borges, rodrigo fuser, aly e sotero dub) convidados, tocando de tudo um pouco.
até 23:30h a entrada será liberada e quem não puder chegar até esse horário, enviar os nomes para
socorro_leite@yahoo.com.br até o dia 26/11, pois ficará uma lista na porta.
 
aguardo vocês, viu?
beijos!!!
 
socorrinha.


Escrito por socorrinha. às 19h37
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meu novembro.

 

 

 

 

 

antes mesmo do início de novembro, já deu pra se ter uma noção que seria um mês recheado de boas coisas. porque minha fortaleza é assim: ou tem tudo ou tem nada. começou com o sempre irreverente arnaldo. cenário e figurinos ótimos, melhor versão de “vou festejar” e um passeio ao passado com “ela é americana” do paraense alípio martins. fora tudo isso, veio muito bem acompanhado, em especial, com curumin e scandurra que capturaram a atenção dos presentes e o fascínio de todos era demonstrado nas caras, bocas e gritos de iê iê iê... na sequência dos dias, s.o.j.a. o público era jovem. bem jovem. mas o reggae, em todo caso, é bastante aceito, principalmente quando acontece no melhor cenário da cidade... em paralelo, ponto.ce e como não se pode ser onipresente, mombojó ficou para uma próxima vez, porém, concedeu a honra de estar no dia seguinte com del rey. show curtinho, mas de bom valor... “caminhando ainda um pouco mais”, hora do festival ufc de cultura trazer atrações imperdíveis. e se perde. malogro de uma esperança em rever  lucas santtana  que mesmo sendo gratuito a sensação de frustração em chegar depois é igual a dos trinta chorados reais destinados a pedro luis e a parede. o jeito é se contentar com mundo livre(que já teve melhores repertórios  e longe de ser o show mais memorável  em terras alencarina), martinália, jorge ben jor e uma lembrança ainda atual(porque quando o sofrimento passa, deixa-se sair da memória) de quão horrendo lugar é aquele em que se perde quarenta e cinco preciosos minutos na fila de um banheiro. o detalhe, é que ainda tem quem defenda a “boa” estrutura do local. eu, promessas de nunca mais. pelo menos, enquanto lembrar... e acabou meu novembro não. dia vinte, tem vanessa da mata e dia 27, help´s party. depois eu conto.



Escrito por socorrinha. às 20h26
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"porque o céu não sai de cima"

no iê iê iê de arnaldo e no corre-corre dos dias.
ansiosa, cheia de pequenos nadas e uma vontade danada de chegar em algum lugar. num disco voador, por exemplo.
assim sou, assim estou... e finjo acreditar nas (in)verdades dos que subestimam a minha percepção, intuição e inteligência(principalmente).
complexo ritual. arte do real.
pão e circo. anistia aos bons. isso, sempre.
movimento. mas, é lento.
e amo. só não sei como... espanto. no entanto, canto.



Escrito por socorrinha. às 12h37
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presente e/ou passado.

por aí. ando por aí... pelo meio dos mundos.

dos mundos de priscila arantes, jean-claude bernadet, arlindo machado, glauber rocha e anatol rosenfeld.

cada dia mais eu. cada dia mais sou.

entre céu e diogo. entre os bons e os maus. entre o tempo, as lembranças e os sonhos.

xanda que chega. xanda que vai. coração que chora. de alegria. depois, de saudade.

saudade de momentos que não voltam...

monsenhor tabosa. de afeto, de infância.

vila camaleão. é o hoje, é o samba.

encontro do passado com o presente.

nostalgia. poesia.



Escrito por socorrinha. às 10h16
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por ora.

para marcar o tempo que insiste com pressa passar.

nem verde, nem azul. lindo!

presente da silvinha. do nada. adorei!

minha avó sempre dizia que “não se pode ter tudo nessa vida”. também acho.

minha sorte, é que a lua continua linda. que amigos, continuo tendo. que a música, continua sendo.

entender pessoas? desisti faz tempo. canto e danço. muito melhor.

letras ou audiovisual? sei o que não quero.

 me acostumei e até já gosto do lado bom da comunidade do lagamar.

“tris” e “a história dos novos baianos e outros versos” são as minhas duas mais novas aquisições. bons de ler e de ouvir.

por falar em ouvir, syntagma. fujo de mim...

torno, retorno. é a chuva do caju.



Escrito por socorrinha. às 18h19
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em junho.

que saudade do papel e da caneta. tudo por conta das ocupações de todo dia. do dia todo. já era provável  a correria para o mês das quadrilhas, dos balões e das fogueiras. descobertas e aprendizados desencadeados para a fadiga e para a vontade de quietude. exclusão social. nada de muito preocupante. coisa de gente. de gente que tem fases. normal? se não, atire a primeira pedra... é que por ora, estou preferindo a comitiva composta por rodrigues(nelson), lispector e jáder(de carvalho). aliás, está sendo absoluto aldeotar* nas figuras de linguagens transformadas em poesias. tudo muito familiar. tipo, o cid puxou ao avô. certeza!

fora tudo isso,"bem faz quem em sua casa está em paz". ainda por cima, quando se anda com a capacidade de suportar os desfiles de egos por um fio. quem é melhor, quem sabe mais, imposições, definições sempre corretas. ai, ai, ai, meu deus. a ausência da modéstia chega no patamar do enojamento. e sendo assim, tem jeito não, vomito.

 

*aldeotar é uma expressão usada para a prática da leitura do livro 'aldeota' de jáder de carvalho que após muita peleja implorando em vão pro cid, a carol me fez feliz concedendo esse empréstimo.

 

ps. morreu hoje a maior(na minha opinião) estrela(michael jackson) da música pop, que tanto participou dos meus anos oitenta. assim como o ex-beatle paul mccartney, só me resta lamentar a perda desse grandioso talento.



Escrito por socorrinha. às 13h24
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'é de fazer chorar'

por esses dias, a Gabi´s(uma amiga que está morando em Santana do Acaraú) me mandou umas fotos de fazer chorar... os desabrigados precisam de água, alimentos, roupas e calçados. os interessados em ajudar com transporte e doações podem entrar em contato com a Cruz Vermelha: os telefones são: (85) 3472.3535 ou 8821.8616. a Defesa Civil do Ceará atende pelo telefone: (85) 3101.2211.

 

 



Escrito por socorrinha. às 12h48
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divã.

" é como um vestido vermelho. lindo e caro, que você ama e zela. aí você resolve emprestá-lo para uma 'amiga'(não necessariamente uma amiga), e nela, o vestido fica muito mais bonito. ela vai pra uma festa com o vestido e lá deixa cair refrigerante e doces, mas, ainda assim, sujo e sem tanto cuidado, ele fica melhor nela..."

o texto é mais ou menos assim. e entre risos e lágrimas, foi mais ou menos isso que ficou do 'divã'.

(re)começos, identificação, entendimento e amadurecimento.

 arriscaria até mesmo o termo evolução... evolução dos sentimentos.



Escrito por socorrinha. às 15h43
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em busca da paz.

 

a chuva parou e o sol abriu os céus. depois veio a lua. estava linda. linda e clara. (propósito?)até parecia guiar os meus passos sobre o desconhecido.

sensações complexas e vontades sem fins. cada longe em seu espaço de tempo.

sorrisos incertos. encontro de dores. lembranças suspensas.

tudo entre sombras e sonhos. entre mundos e janelas.

senti um cheiro. era o teu.

tive que mudar meus sentimentos e partir para os montes, que são distantes e remetem a paz.

 



Escrito por socorrinha. às 11h11
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e tem dias que só o chico  sabe me traduzir... e a música chega na falta de palavras... e eu canto... e o tempo passa... e...

 

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá


A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá


O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá"

             (RODA VIVA – CHICO BUARQUE)



Escrito por socorrinha. às 16h44
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sensação de.

um dia eu li que a angústia é a vertigem da liberdade. antes da angústia a sensação fora de alívio. não poderia ser diferente. quem nunca sentiu uma impressão de leveza ao deixar para trás um fardo? por diversos fatores, muitas vezes nos colocamos em uma zona de conforto e permanecermos nesse local, por mais favorável que seja, nos levam a assumirmos responsabilidades que são verdadeiros estorvos... aí, chega uma hora. hora talvez, de seguirmos na direção contrária. e pode ser que isso, seja a tal da liberdade sendo expressada, por exemplo, pintando as unhas de vermelho, acordando ao meio-dia em um sábado chuvoso ou tendo tempo de enxergar que fora da “caverna” as coisas também acontecem. acontecem de uma forma diferente e que pode dar certo. já decidi. é nesse “universo paralelo” que quero me perder... ou, me achar.

 

ps. “não gosto das pessoas que se gabam de trabalhar penosamente. se o trabalho fosse assim tão penoso, mais valia que fizessem outra coisa. a satisfação que o nosso trabalho nos proporciona  é sinal de que soubemos escolhê-lo.” (prazer no trabalho - clarice lispector)



Escrito por socorrinha. às 17h26
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"minha nada mole vida."

apenas agora começo a acreditar que só quem é realmente feliz nesse mundo são os providos da ignorância e cara de pau. desconhecem o correto, ignoram a justiça. deve ser por isso também que o mundo anda meio, meio não, inteiramente pelas avessas. e os “protegidos”, sempre se acharão no direito de “pintar e bordar”... acreditem, não é nada brando ter que se  submeter a passar algumas horas do dia, tendo que escutar, muitas vezes presenciar, com indiferença, confesso, situações e conversas(não sei se poderia usar a palavra ‘conversa’, levando em conta a desqualificação do assunto) abomináveis.  

de novo, conto até dez e continuo querendo voar...



Escrito por socorrinha. às 13h22
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marco por um fio.

bem que podia acontecer alguma boa coisa para entusiasmar a básica seguida de passos para frente... qualquer acaso. qualquer emoção. qualquer qualquer... é porque ficar na inalterabilidade gera apenas um esforço mecânico para se viver. e viver mecanicamente, sem pensamentos e percepções, sem sentimentos e sem gentileza, eu acho, melhor não existir. creio que nunca vou habituar-me a estupidez, a falta do saber... e quase sempre a ignorância do outro me incomoda. sinto-me cansada e pode ser que eu esteja realmente  precisando de férias. férias de todos. férias de tudo. ou não. quem sabe eu esteja apenas  precisando de algo novo. de algo desigual. de trabalhar ao lado de pessoas providas de maior inteligência, responsabilidade e compromisso. de poder exclamar o errado, sem que o outrem veja o censurado como encalço. já tentei fazer só, mas, fadiga. e se fadiga, é porque exatamente tudo nessa vida apresenta demarcações e quando penso que cheguei nas minhas, conto até dez, e assim, vou induzindo e surpreendendo a minha paciência. até quando? até onde? decidi, quero voar.



Escrito por socorrinha. às 16h53
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