“ah, se eu soubesse não andava na rua / ah, se eu soubesse nem olhava a lagoa / não ia mais a praia / mas, acontece que sorri para ti / e aí, larari, larari, por aí... “
apenas dez. e o que todas tem em comum? o amor. simples e sem maiores surpresas, inovações. obra ‘’compacta’’ com muitos e grandiosos poemas. sei nem como coube. aliás, sei: ele é genial. melodia - sonoridade - harmônica... loemos então, luiz cláudio ramos ( e equipe). só não vale ser célere com chico. com ele não ‘’cola’’/ ”rola”. ainda mais quando inédito.No hoje, por exemplo, já dispensei pouco mais de três das vinte e quatro horas que compõem o meu dia. seis vezes com a devida solicitude. porque “ chico “ é breve e portentoso.
cid, POR FAVOR, monta uma banda com o REPERTÓRIO só do CHICO BUARQUE. foi com esse rogo que em meados de dois mil e sete cheguei da 'grande recife', após timidamente, assistir um show em um pequeno pub super lotado com capacidade para no máximo umas duzentas e quarenta pessoas no bairro de boa viagem. fui porque, segundo os amigos recifenses, para um dia de domingo comum, era sem muitas dúvidas, a melhor opção. do lado de fora, a fila. tipo, órbita na última quinta-feira de férias. no dentro, muito calor humano. tipo, amici's nos sambas dos sábados. começa. sigo atiladamente para um cantinho perto do palco ( como de costume ) e encontro ( como de costume ) alguns - dessa vez, poucos - conhecidos. na época, a jovem ( em todos os sentidos que essa palavra possa ter ) banda que chamava-se 'seu chico' estava com quase um ano de formação na difícil 'empreitada' de levar o muso dos ' zóim ciano ' para a ' pista de dança '. digo difícil, porque não basta cantar/tocar o francisco buarque de hollanda. pode até parecer certeiro, assim como 'patentear' o rei roberto ou os não menos consagrados tim maia e jorge ben, MAS, necessariamente 'tem que ter um quê'. e esse 'um quê' não limita-se ao atraente sotaque pernambucano. 'seu chico' recria, registra e conquista com muita qualidade essa releitura, valorizando a percussão, tão enraizada na cultura pernambucana que é devidamente influenciada pelos seus batuques de afoxés, maracatus... e 'deu samba'! quatro anos depois, parecendo que foi ontem, já com cd e dvd levando o nome 'tem mais samba' no nada fácil mercado fonográfico, cá chegaram na fortaleza bela. na última sexta-feira, quem se aconchegou no simpático acervo imaginário, pôde sair do compacto local com a 'suada' sensação de ter valido a pena. cheguei a tempo de ver/ouvir as predileções nas versões notoriamente melhoradas com esses anos de estradas. antes de se acabar - literalmente, porque a música é meio que um indicador de fim do show - com 'jorge maravilha', o bom do bom são as 'emendas' com 'paranoid android', 'quem me deu foi lia' e da nada mais - vanguarda de tiersen - 'la valse d'amelie' na nada mais 'joão e maria'. chega choro. nessa hora, 'apesar de vocês', as loas vão para o prodigioso vitor araújo. ô menino ótimo! um ESPETÁCULO ( a parte)! agora, no hoje, sem projetos e nem promessas por parte do cid, o jeito é dar uma de 'pedro pedreiro' e ficar na espera, no esperar, esperando, seja pelo chico, seja por seu chico...
porque sou feita de amor, alegria e canção, help’s party em long play, quinta, 25/11 a partir das 21h:00 no bebedouro. após dj renatinha , a dança continua com as participações especiais dos djs guga de castro e marquinhos... como nos bons e velhos tempos de farra na casa alheia. te espero com abraços e bolo de chocolate. beijos e inté!
um copo de coca-cola, uma batatinha frita média, uma tortinha de banana do mcdonald´s e ser suficientemente mulherzinha para colocar as mãos sobre a face na tentativa de se proteger das cenas de suor e de sangue do ultimate fighting championship. não sei ao certo se "gostar" seria a palavra correta para classificar uma audiência de mais de quatrocentos e trinta milhões de domicílios em cento e quarenta e sete países... e mesmo sendo uma prática que move bilhões e que ganhou credibilidade tornando-se febre no mundo todinho, só consigo combinar minhas ideias para além. para o amanhã. para o outro dia desses atletas-lutadores. para um depois, de um hoje tão violento... todavia, no quarto do computador, eles, chico e cartola, ainda estavam lá, pendurados na parede na mais bela e verdadeira sintonia verde-rosa, enquanto o "mundo canibal" distraía com exageradas risadas a madrugada que adentrava. da sala vinha um blém blém blém de violão... e logo, no compasso, com poucos passos, eu estava acomodada no sofá cantarolando com cid - cova rasa - uma das suas mais lindas canções. depois ele mostrou um trio novo e lindo. dentre elas, uma muito especial. feita pra dani. pro casamento da dani. aí, assim, meu coração de melão não aguenta não.
siriguela. acertei errando todas as rodadas de adedonha/stop que pedia uma fruta com a letra "s". se não fosse pelo "filha de coelha, girafa é", morreria sem saber que a ortografia correta do delicioso fruto da arvoreta anacardiácea sempre foi 'ceriguela'. por sermos (ceará) o maior produtor do tal fruto, a familiaridade era tão grande que nunca, nunca mesmo, me atentei para algum estranhamento da palavra. uma variante perfeita, que acabou ganhando seu espaço e dando-se como correta. enfim, "vivendo e aprendendo"...
tudo novo de novo. quase nunca há alívio e a vida segue em permanente deslocamento “explodindo em muitos cacos coloridos” como um dia disse jorge mautnerem seus “fragmentos de sabonete”. as emoções correm, os medos voltam, as curvas, os triângulos, as esquinas, o labirinto, o desafio... fluxo e refluxo. tentativas jogadas no abismo do desejo e a velocidade é o nada e o acaso é a sorte. sem disputa e sem coima. intensidade na medida do interesse. amor com pitada de razão. cheiro de chuva. dança sem música. beleza , harmonia e também tigresa, na voz e violão.
"Aos doidos tudim dessa cidade: o carnaval do ano 2mil&desanormal chega sanatorizando pelas ruas do Benfica. Pra entrar no clima, o Sanatório Geral faz também dois domingos de prévia. E dá uma forcinha com seu concurso de fantasias pra encher as ruas do Benfica com uma ruma de doido colorido, mascarado, maquiado, emperiquitado. Tem prêmio todo dia. "